Austríaco que planejou ataque a show de Taylor Swift é condenado a 15 anos de prisão

Um dos jovens que planejou um ataque a um show de Taylor Swift na Áustria é levado por agentes a tribunal Lisa Leutner/Reuters Um tribunal austríaco condenou...

Austríaco que planejou ataque a show de Taylor Swift é condenado a 15 anos de prisão
Austríaco que planejou ataque a show de Taylor Swift é condenado a 15 anos de prisão (Foto: Reprodução)

Um dos jovens que planejou um ataque a um show de Taylor Swift na Áustria é levado por agentes a tribunal Lisa Leutner/Reuters Um tribunal austríaco condenou a 15 anos de prisão, nesta quinta-feira (28), um jovem de 21 anos que admitiu ter planejado um ataque islâmico frustrado contra um show de Taylor Swift em Viena, em 2024. Ele foi considerado culpado por diversos crimes, a maioria deles relacionada a terrorismo. Taylor Swift fala pela primeira vez sobre suspeita de ataque terrorista aos seus shows em Viena Beran A., cujo sobrenome não foi divulgado por causa de leis de privacidade da Áustria, foi preso em 7 de agosto de 2024, na véspera do primeiro dos três shows agendados da estrela pop americana na capital. As três apresentações foram canceladas na ocasião, gerando forte comoção entre os fãs e a própria Taylor Swift, que posteriormente descreveu o episódio como "devastador". Embora multidões de fãs decepcionados tenham se reunido nas ruas de Viena para cantar e se consolar mutuamente na época, nem a cantora nem os chamados "Swifties" compareceram ao julgamento em Wiener Neustadt, cidade ao sul da capital. Agora no g1 Beran A., que tem nacionalidade austríaca, declarou-se culpado das acusações ligadas ao planejamento do atentado, que previam uma pena máxima de 20 anos de prisão. Ele cobriu o rosto com uma pasta ao entrar no tribunal para evitar ser identificado em fotografias. "Eu gostaria apenas de dizer que sinto muito", declarou o jovem em seu pronunciamento final, após as alegações finais nesta quinta. A investigação apontou que Beran A. tentou, sem sucesso, comprar armas ilegalmente — incluindo uma metralhadora e uma granada de mão. Ele também seguiu as instruções de um vídeo do Estado Islâmico intitulado "Como fazer uma bomba na cozinha da sua mãe" para produzir uma pequena quantidade do explosivo triperóxido de triacetona (TATP). Ele também foi acusado, no mesmo julgamento, de conspirar separadamente com dois amigos de escola para realizar ataques individuais no início de 2024 em diferentes cidades do Oriente Médio. O jovem e o outro réu, Arda K., admitiram que viajaram para Dubai e Istambul, respectivamente, com a intenção de cometer os atentados, mas acabaram não levando os planos adiante. No dia de abertura do julgamento, no mês passado, Beran A. afirmou ao tribunal que chegou a circular por Dubai em março de 2024 em busca de vítimas para esfaquear, mas sofreu um ataque de pânico quando tentou agir. Ao retornar para Viena, ele decidiu ir mais longe e acabou escolhendo o show da cantora como alvo. Tanto ele quanto Arda K. negaram, contudo, ter dado apoio moral ao terceiro envolvido, que foi preso em Meca sob a suspeita de esfaquear um segurança na Grande Mesquita da cidade sagrada. Este terceiro suspeito segue sob custódia na Arábia Saudita. As alegações finais dos advogados concentraram-se tanto nesse aspecto que sequer mencionaram o show de Taylor Swift especificamente. A defensora de Beran A., Anna Mair, e o advogado de Arda K., David Jodlbauer, reiteraram que seus clientes não forneceram suporte material ao terceiro homem e que, se houve alguma influência, foi o inverso. "Beran não é um líder. Ele não é uma mente ideológica brilhante", argumentou Mair em suas considerações finais. O júri, no entanto, considerou o jovem culpado em 13 dos 15 pontos apresentados pela acusação, incluindo o fornecimento de apoio moral ao suspeito preso na Arábia Saudita. O tribunal também considerou Arda K. culpado de todas as acusações e o condenou a 12 anos de prisão. Taylor Swift faz show no Rio de Janeiro, em 2023 Stephanie Rodrigues/g1